sábado, 10 de janeiro de 2015

Reinterpretação

Na época do selfie (auto retrato instantâneo, grato pela correção Sr. Leandro), egoisticamente não temos tempo para reinterpretar (a quarta parte da arte, reservada ao público), quaisquer arte, por que tem que se provar que estive, que vi, que provei. Porém vivenciar e reinterpretar não há tempo. Um artista provocador como Muick não pode ser digerido, pois com lambidinhas destes lambe-lambes não tem como digerir esta arte que com o seu hiperrealismo, como com cores fortes, tira o foco do que se tem a dizer. Para minha pessoa o homem na piscina é mais um Cristo na parede. Para meu entender a mulher nua e o feixe é como Laranja mecânica. O homem no barco é só solidão. E estava lotadissimo na Pinacoteca.

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