quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O instantâneo e o original

Diversos conceitos são difusos, amor, liberdade ( e o Ilha das flores explica melhor) e vai, mas o conceito de instantâneo é foda, porque depende de escala de tempo e o de originalidade porque depende de mídia e o contrato social, no instantâneo os oito minutos luz da Terra ao Sol demora mais que um miojo, embora a velocidade da luz seja celeritas. E no dia a dia, as pessoas acham que o instantâneo é o padrão e não é todas as Kodaks, Lomos e só uma polaroid. O de obra original, confunde-se como de único, mas por contrato até vinte e uma esculturas cunhadas no mesmo molde, serão todas originais, litografias e outras técnicas de impressão séries maiores e todas numeradas ou não serão originais e mesmo pinturas de qualquer espécie de pigmento goza da mesma prerrogativa.
O livro no seu formato, as primeiras edições e os manuscritos do autor originais, um com mais originalidade que o outro como se graus de originalidade ( as velhas medidas angulares), como se os originais não pudessem ser revisados, revisitados e re-revisados pelo próprio autor. E voltando para o instantâneo, tanto ouvirem para viver o instante que é o presente e portanto dádiva, confundem com o instantâneo que furta a paz do interlocutor e transforma cada um no inimigo incapaz de ser célere.

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