Engraçado como o que une é o que separa. Na minha cultura o estoicismo como adjetivo é sempre positivo, já o cínico é adjetivo sempre negativo. Como escolas filosóficas uma ligada a outra e muito assemelhadas na perspectiva deste que as observa a milênios de distancia, a primeira parece-me mais eloquente com Diógenes e seu barril morada/indumentária enquanto a segunda só seguiu. E tiveram tratamentos tão díspares. De modo análogo vejo o mito do vampiro que ao misturar dois sinais vitais respiração e reflexo motor inventou que a parte morta, do morto-vivo, não tem reflexo em espelhos. Sendo que mortos não tem reflexo motor (a da marteladinha no joelho) e não tem respiração, fato que se pode provar com um espelho que ao se respirar na direção em distancia compatível condensar-se-ão gotículas de agua. Ou talvez seja somente a entropia na comunição, onde a dubiedade da palavra reflexo foi tomada pela acepção incorreta e continuou assim. E talvez esse mesmo agente entaupico tenha criado do respirar o espirito. E do cerne a alma. E assim vai, a linguagem aleatoriamente tecendo teias onde antes não havia nada.
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