domingo, 21 de abril de 2013

Centesima quinqüagesima

Me desconcerta (sem alquebrar) como o esquema  escravagista da nossa historia, permeia a relação de consumo e a relação de trabalho. Na de consumo, o maluco (pois insanidade é cortesia desta casa chamada, freguesia) quer pagar como na de um e noventa e nove e ser servido com a celeridade de um um drive trought, a cortesia de uma loja de joias e a precisão de relojoeiros suiços. Na de trabalho o chefe exige a equipe da vaca mocha (pois todos devem mugir ascentindo) e a grande maioria diz sim, mas agem como convém a si, não conforme o discursado e como o chefe é tolo de tomar todo aquele que diz não, como inimigo (ou no minimo um recalcitrante) nunca um adulto capaz para discussão (pelo menos operacinal). Mas no viês do escravocrata é eu posso pelo papel de freguês (já que tenho o poder econômico) ou de chefe (já que fui investido com poder desta função), posso gritar, esbravejar, caluniar, difamar, ameaçar que tudo bem. Tudo bem uma ova de esturjão, no dia de retaliação nem tudo poder economico, nem todo poder investido salvará o debil e fragil homem da morte. Ela nem sempre vem cortês como o sono, por vezes vem com mesma feição com que nos comportamos em público.

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