sexta-feira, 14 de setembro de 2012

À rogo

Na cultura do estilo, 
onde se mensura se vale a pena, 
onde o fatídico esta pois estava escrito,
onde se faz de rogado para que a benesse que se estende, se estenda,
me é evidente que jamais trataremos como iguais os que não se alfabetizaram, talvez com a equidade que a lei manda, mas como a arte de desenhar os sons é um verdadeiro embaraço, pois ate mesmo os sons são embaraçosos quando fogem das quinhentas do uso cotidiano, o melindre é a resposta padrão, mesmo que o melindre se mescle ao jocoso. Talvez numa época edilica (provavelmente o passado muito mais que perfeito) a reação à própria ignorância seria o mutismo e a busca posterior, hoje é expor o interlocutor ao ridículo, quando na verdade o ridículo é não ter o mínimo de domínio sobre a própria língua.

Nenhum comentário:

Postar um comentário