sábado, 20 de junho de 2009

Nesta rapido seculo que ralenta.

Estes dois últimos anos estão passando como tempo nenhum em minha vida, célere, rápido, vertiginoso. Deve ser a idade que se acumula ou desabores excessivos. Mas mesmo com estes, as vezes vejo mostras de delicadeza, gentileza ou bondade que me fazem pensar duas vezes antes de tomar a ultima senda de Séneca (embora que não há como não reconhecer que o modo foi elegante). É extremamente difícil ser tímido e não se deixar intimidar, ser arco e ter como ideal a retidão, ter ideia de justiça equiparada a justeza (como calças que se apertada ou frouxa incomoda tanto o individuo, como a comunidade). Preferia ser Dumont a Landell, auspícios de grandiosidade em quem não concatena grandes ideias, pensamentos, ideais mas na era do gado medíocre o que se faz necessário para o vulto? Não quero ter minha primeira tela vendida uma semana depois de minha morte ou que concordem com o que eu apregoou cinquenta, cento e cinquenta anos depois. Queria poder gozar minha arte, meu intelecto e aquilo que construi ainda em vida. Preferencialmente a minha.

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