A ironia pode ser só o destilado do ódio. Mas as vezes é mostra de inteligência ou pelo menos sagacidade, ou simplesmente modo de digerir os paradoxos que vivenciamos. Numa época de escravatura, onde alguns destes eram libertos, a expressão capitão do mato descrevia bem o que teria a maior patente, mas continua sendo ninguém e acredito que até hoje é evidente porque o mato não produz hierarquia. Já em vinte mil léguas submarinas, a ironia do Cap. Nemo parece não ser captada pelos tradutores, pois nemo é ninguém e em português fica Cap. João Ninguém é ironia refinada para mostrar o que ninguém fez até agora. Pelo menos na minha perspectiva.
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